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InVida Medicina Reprodutiva Em associação com Invida em associação com o Hospital Sírio-Libanês

Fertilidade e Câncer

Tratamentos específicos mantêm preservado o sonho de fertilidade de pessoas com câncer

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O câncer pode se desenvolver em pessoas de qualquer idade.  No Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), por exemplo, 12% dos pacientes operados entre 2008 e 2011 tinham menos de 40 anos de idade. Levando em conta os vários casos de pessoas com câncer em idade fértil e o aumento da expectativa de vida dessa população, pensar na preservação da fertilidade dos pacientes oncológicos se tornou fundamental.

Coordenadora da área de onco-hematologia do Hospital Sírio-Libanês, a dra. Yana Novis explica que a função reprodutiva dos pacientes oncológicos pode ser afetada pelo próprio desenvolvimento do câncer no organismo ou em consequência do tratamento contra essa doença.

Em relação ao câncer, a infertilidade costuma ocorrer quando os tumores atingem os ovários ou os testículos, pois tendem a afetar a qualidade dos óvulos e dos espermatozoides, respectivamente. O tratamento oncológico, por sua vez, se torna um risco para a fertilidade de homens e mulheres, principalmente, quando há a necessidade de doses altas de quimioterapia, independentemente de onde seja o tumor; ou diante de cirurgias ou radioterapias na pelve, que é a região onde ficam os órgãos reprodutores.

“Todos os pacientes com câncer, mas principalmente aqueles que ainda estão em idade fértil e querem ter filhos, precisam ser informados sobre o risco de terem sua fertilidade afetada”, ressalta a dra. Yana.

Embora possa variar de uma pessoa para a outra, estima-se que a fertilidade das mulheres em geral comece a diminuir a partir dos 35 anos de idade e dos homens a partir dos 50 anos de idade.

Como preservar a fertilidade dos pacientes oncológicos?

Nem todos os tratamentos contra o câncer afetam as funções reprodutoras. Por isso, os riscos de infertilidade temporária, diminuição da fertilidade ou infertilidade permanente devem ser conversados com um médico oncologista.

No Hospital Sírio-Libanês, os profissionais do Centro de Oncologia trabalham de forma integrada com os profissionais do Centro de Reprodução Humana para oferecer o que há de mais moderno em relação à preservação da fertilidade dos pacientes oncológicos. A instituição tem também uma parceria de cooperação mútua com o Memorial Sloan-Kettering Cancer Center de Nova Iorque, um dos maiores centros do mundo para o tratamento do câncer, que visa a cooperação mútua em assistência, ensino e pesquisa sobre oncofertilidade e outras áreas da oncologia.

Atualmente, a preservação da fertilidade apresenta possibilidades de tratamentos medicamentosos, cirúrgicos ou por meio de técnicas de reprodução assistida para as mulheres. Já para os homens, a preservação concentra-se na criopreservação de espermatozoides (veja mais ao lado).

A preservação da fertilidade com medicamentos consiste em “pausar” o funcionamento dos ovários da mulher durante o período de quimioterapia. Isso é feito porque a quimioterapia atinge as células com alto nível de replicação celular, o que inclui células cancerígenas, mas também células saudáveis, como as dos ovários. Dessa forma, os ovários se tornam mais protegidos contra quimioterapia.

Para as mulheres que vão passar por radioterapia na região pélvica, a preservação é feita por meio de uma cirurgia preventiva. Ou seja, os ovários são fixados em uma posição mais alta da pelve, saindo assim do foco das radiações.

Além dessas modalidades específicas de tratamento, o Centro de Reprodução Humana do Hospital Sírio-Libanês oferece também aos pacientes oncológicos algumas técnicas de reprodução assistida. Para as mulheres, a criopreservação (congelamento) dos óvulos, do tecido ovariano e dos embriões e para os homens a criopreservação dos espermatozoides.

“Nesses processos, basicamente recolhemos, congelamos e armazenamos aquelas que são as principais células com funções reprodutivas no organismo”, explica o dr. João Antonio Dias Junior, coordenador clínico do Centro de Reprodução Humana do Hospital Sírio-Libanês.

Qual o tempo máximo de congelamento?

A criopreservação de óvulos, tecido ovariano, embriões e espermatozoides é considerada recente na história da medicina, o que impossibilita calcular com precisão o tempo que cada uma pode ficar congelada. No geral, recomenda-se que sejam usadas o mais breve possível, embora haja relatos de amostras de espermatozoides e embriões que ficaram congeladas por mais de dez anos e foram usados com sucesso.

“A criação de todas essas possibilidades de preservação da fertilidade manteve vivo o sonho de muitos dos nossos pacientes”, conta o dr. Dias Junior. “Hoje é comum ouvirmos deles: ‘agora eu vou cuidar de mim e depois volto para dar sequência ao meu sonho de gerar um filho´”, acrescenta.

Para saber mais sobre a preservação da fertilidade dos pacientes oncológicos ou sobre outras técnicas de reprodução assistida oferecidas pelo Centro de Reprodução Humana do Hospital Sírio-Libanês, acesse aqui.

 

Reprodução assistida para pacientes oncológicos

Técnicas para mulheres

• Criopreservação dos óvulos
Também chamada de criopreservação de oócitos, consiste na estimulação ovariana com medicamentos, aspiração dos folículos ovarianos por via vaginal, sob anestesia, e o congelamento desses folículos a temperaturas muito baixas (196º C negativos).

• Criopreservação do tecido ovariano
Fragmentos de tecido ovariano são retirados, antes da quimioterapia, através de uma videolaparoscopia ou da própria cirurgia utilizada para o tratamento do câncer. Esses fragmentos são encaminhados para o laboratório onde são preparados e congelados a 196º C negativos.

• Criopreservação dos embriões
A paciente tem a ovulação induzida por medicamentos. Depois de aproximadamente 10 a 14 dias, tem seus óvulos aspirados por via vaginal, sob anestesia, e fertilizados com os espermatozóides selecionados. Após a fertilização, os embriões são congelados e armazenados.

Técnica para homens

• Criopreservação dos espermatozóides
Espermatozóides obtidos através de masturbação são avaliados, preparados e armazenados a temperaturas de menos 196º C.

Qual o tempo máximo de congelamento?

A criopreservação de óvulos, tecido ovariano, embriões e espermatozóides é considerada recente na história da medicina, o que impossibilita calcular com precisão o tempo que cada uma pode ficar congelada. No geral, recomenda-se que sejam usadas o mais breve possível, embora haja relatos de amostras de espermatozóides e embriões que ficaram congeladas por mais de dez anos e foram usados com sucesso. “A criação de todas essas possibilidades de preservação da

fertilidade manteve vivo o sonho de muitos dos nossos pacientes”, conta o dr. Dias Junior. “Hoje é comum ouvirmos deles: ‘agora eu vou cuidar de mim e depois volto para dar sequência ao meu sonho de gerar um filho´”, acrescenta. Para saber mais sobre a preservação da fertilidade dos pacientes oncológicos ou sobre outras técnicas de reprodução assistida oferecidas pelo Centro de Reprodução Humana do Hospital Sírio-Libanês, acesse aqui.

3 conceitos que você precisa saber sobre a oncofertilidade

1) O câncer e suas diferentes formas de tratamento podem afetar a capacidade de uma pessoa em ter filhos.

2) Nem todos os tumores e tratamentos oncológicos afetam a fertilidade dos pacientes.

3) Existem possibilidades de preservar a fertilidade dos pacientes oncológicos.

 

Para mais informações
sobre fertilidade, acesse aqui ou
entre em contato pelo telefone:
+55 (11) 3254-5252