Conceitos morais e infertilidade - InVida Medicina Reprodutiva
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Conceitos morais e infertilidade



Como religião, fé e os conceitos morais interferem na infertilidade

As técnicas de reprodução assistida trouxeram novas situações e dilemas à vida. Se, para alguns, ela representa uma ameaça à ordem natural das coisas pela faculdade de criar a vida, antes exclusiva da natureza, para outros, é pura esperança.

O debate é saudável e acontece a cada nova descoberta da medicina. Foi assim com a invenção da pílula anticoncepcional, com os transplantes de órgãos e com as transfusões de sangue, não seria diferente com a reprodução assistida.

Conceitos morais, religiosos e éticos fazem parte da discussão. Os casais envolvidos são os únicos que podem estabelecer a aplicação desses conceitos aos tratamentos e a função do médico deve se restringir à orientação – em relação às chances de sucesso e aos riscos para a saúde – a das melhores alternativas para cada caso.

Entre as questões mais polêmicas estão a doação ou descarte de embriões, que implica em se definir qual é o começo da existência, se isso é ou não aborto, e se o casal se importa com o tema. Outro ponto muito discutido é a doação de embriões e células reprodutivas de terceiros, que esbarra nos mesmos preconceitos existentes na adoção de bebês já nascidos.

Ainda citando impasses éticos, muitos se perguntam o que fazer com embriões cujas anomalias são compatíveis com a vida, caso da síndrome de Down, mas que são rejeitados pelo casal. A lei não obriga sua implantação, mas ele também não pode ser doado para pesquisa, justamente por ser viável.

As discussões são benéficas, ajudam a clarear as ideias, mas dificilmente serão consenso um dia. A única certeza é que a decisão de submeterem-se ou não a uma técnica fica, invariavelmente, por conta do casal. E precisa ser respeitada.